quinta-feira, 24 de julho de 2014

Guarda municipal passa a ter poder de polícia

Depois de ter sido aprovado na Câmara dos Deputados, projeto de lei que oficializa a função das guardas municipais em todo o Brasil recebeu voto positivo dos senadores, e, agora, aguarda decisão da presidente Dilma Rousseff
Guardas municipais de todo o país celebram a aprovação do estatuto da categoria no Senado (Moreira Mariz/Agência Senado/Divulgação)
Guardas municipais de todo o país celebram a aprovação do estatuto da categoria no Senado
Muita gente acha que o guarda municipal tem a função apenas de cuidar do patrimônio da cidade e de aplicar multa. Poucas pessoas vêm esses profissionais como agentes da lei. "Isso de dizer que o guarda municipal não podia prender ou usar arma, não era verdade, foi algo rotulado plos policiais militares", critica Pedro Ivo Bueno, presidente do Sindicato dos Guardas Municipais do Estado de Minas Gerais (Sindguardas-MG).

Essa mentalidade deve deixar de existir, já que, após ser aprovado na Câmara dos Deputados em abril deste ano, no dia 16 de julho, o Senado aprovou o projeto que cria o Estatuto Geral das Guardas Municipais. Com a aprovação do texto (PLC 39/2014), do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a categoria passa a ter direito ao porte de arma e à estruturação em carreira única. Agora, o projeto será encaminhado à sanção presidencial.

"Os guardas municipais passam a ser a primeira polícia ostensiva devidamente regulamentada na esfera federal. A PM, consequentemente, volta a ser uma força de apoio ao exército brasileiro", diz o presidente do Sindguardas-MG. De acordo com o projeto aprovado pelo Congresso, a guarda municipal terá poder de polícia com a incumbência de proteger tanto o patrimônio como a vida. Deverão utilizar uniformes e equipamentos padronizados, mas sua estrutura hierárquica não poderá ter denominação idêntica a das forças militares. A categoria será responsável ainda pela proteção de bens, serviços e instalações, e deve colaborar com os órgãos de segurança pública em ações conjuntas e contribuir para a pacificação de conflitos. Mediante convênio com órgãos de trânsito estadual ou municipal, poderá fiscalizar o trânsito e expedir multas.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, parabenizou os guardas municipais, que desde cedo aguardavam a votação no plenário da casa. O projeto tramitou mais de dez anos no Congresso. "A aprovação do estatuto colabora para melhorar a segurança da população", ressalta a senadora.

Segundo Pedro Ivo Bueno, do Sindguardas-MG, a criação dessa nova força policial vai ajudar principalmente nas cidade pequenas, em que o efetivo de segurança é mínimo. "A guarda municipal passa a ser responsável por cuidar da população. A Dilma, com certeza, vai sancionar o estatuto, já que foi um acordo das lideranças. A bancada mineira trabalhou muito bem para a aprovação do projeto", conclui.

(com Agência Senado)

VÍDEO DE PAMELA ANDERSON TRANSADO COM O NAMORADO

CLICK AQUI E VEJA O VÍDEO Nº 1

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Sextape Pamela Anderson
Pamela protagonizou sua primeira sex tape ainda na década de 90, antes de ganhar fama por seus atributos físicos e por ser uma das mulheres mais lembradas pelos adolescentes dessa época. A musa de Baywatch  conta com dois vídeos caseiros em seu currículo em menos de dois anos: com o ex, Tommy Lee, e com o músico Brett Michaels.

VÍDEO MOSTRA CORPOS DE CRIANÇAS ATINGIDAS POR FOGUETES NA PALESTINA

Várias crianças, um bebê e corpos dos mortos foram levados para o hospital Al Shifa, em Gaza após ataque aéreo israelense na quinta-feira(17/07). Os criticamente feridos foram levados às pressas para o hospital depois de Forças de Defesa de Israel (IDF) direcionados bairro de Al Shejaaya da cidade de Gaza.
O ataque foi parte da Operação Borda da IDF protecção, que já tomou mais de 250 vidas palestinas. O presidente israelense, Benjamin Netanyahu autorizou o envio de 18 mil soldados da reserva na quinta-feira, além do original 48.000 enviados para a faixa de Gaza ao longo da última semana. 19 palestinos foram mortos durante a operação de quinta-feira, elevando o número de mortos para 259, com 39 crianças entre os mortos. Mais de 1.900 palestinos foram feridos.


FOTOS DA CRIANÇA DE 1 ANO E 7 MESES ATACADA POR PIT BULL NA BAHIA. IMAGENS FORTES!!

Por Edson Alves
Criança atacada por pit bull em Jeremoabo repercute em todo o país
Everton Douglas poderá submeter a novas cirurgias devido a gravidade dos ferimentos. As 
O menino atacado por um cão pit bull no início deste mês continua internado no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) em Aracaju/SE. Everton Douglas Gama Peixoto de 1 ano e 7 meses estava na casa da avó no município de Jeremoabo/BA, a 386 km de Salvador e a 102 Km de Delmiro Gouveia.

O garoto quando teria saído do quarto até o quintal da casa onde o animal encontrava-se amarrado. O caso repercute em todo o país.

Segundo a avó do menino, a dona de casa Adriana Silva, Douglas havia trocado a frauda e ficado no quarto e ao voltar a mesma não encontrou o neto. Em questão de segundos foi ouvido os gritos do menino que estava sendo atacado pelo animal.

"vi o cachorro mesmo amarrado em cima dele, gritei e ele não soltou. Foi preciso a minha filha jogar água nele para ele soltar", relatou a avó.

Douglas foi encaminhado para o hospital da cidade, mas devido à gravidade dos ferimentos foi transferido imediatamente para Aracaju.

A assessoria de comunicação do HUSE informou que o garoto não foi submetido a cirurgias, mas que isso deve acontecer conforme ele for crescendo para minimizar o aspectos das cicatrizes. Ele levou cerca de 50 pontos no rosto. 

Passado o susto, a família vai doar o cachorro para ser criado por outra pessoa.

VÍDEOS DOS CORPOS CARBONIZADOS DO ACIDENTE COM O AVIÃO DA MALAYSIA. CENAS FORTES!!!

Cenas fortes mostram os corpos dos tribulantes mortos no acidente do avião Boeing-777, vôo MH17 nas imagens apenas fumaças, escombros, e muitos corpos estraçalhados ao solo. A queda do avião se deu perto do assentamento de Grabovo, região de Donetsk, quinta-feira(17), o avião Malaysia Airlines, saiu de Amsterdã a caminho de Kuala Lumpur capital da Malasia quando caiu.
Amsterdã a caminho de Kuala Lumpur capital da Malasia quando caiu.







ASSISTIR FILME PORNÔ DE RITA CADILLAC

Ela fez história com aquilo que o brasileiro mais gosta: o bumbum. Símbolo sexual e madrinha dos presidiários, Rita Cadillac está de volta aos holofotes com "Rita Cadillac, a lady do povo", documentário de Toni Venturi, que mostra sua trajetória como mãe, artista e mulher, em cartaz nos cinemas. 

Nas "Perguntas fora do comum" desta semana, Rita confirma um affair com Pelé no passado, diz que está há um ano sem sexo e fala das fantasias sexuais que ainda não realizou. 

Seu bumbum continua como antes? Já passou pela crise dos 50? 

Claro! Gostoso como sempre... Passei não só pela crise dos 50, mas pela dos 20, 30 e dos 40. 

Você se separou recentemente. Já saiu com alguém desde o fim do casamento? 

Sim, mas não tenho tido muito tempo para namorar. Por isso, tomo banho frio todos os dias. 

Você fica bem sem sexo? 

Pra quem já ficou 7 anos, um ano é pouco... 

Tem alguma fantasia sexual para realizar? 

Tenho. Em um avião ou lava-rápido.. 

Você foi madrinha dos presidiários. Já transou dentro da cadeia? 

Continuo sendo, mas nunca namorei nenhum interno. 

No filme você relata que virou garota de programa após se separar do primeiro marido. Quanto você cobrava? 

Faz tanto anos que eu nem sei que moeda corrente era. 

Quanto você cobra para se apresentar? 

Você quer que o leão me coma? 

Quem foi seu melhor parceiro nos filmes pornôs? Alexandre Frota ou Mateus Carrieri? 

Ambos foram profissionais e técnicos. 

Se arrepende de não ter transado com Pelé? 

E quem disse que eu não transei com ele? 

Qual o pior defeito e a maior qualidade do Chacrinha? 

A maior qualidade era o seu profissionalismo. O pior defeito era ser "pai de virgem". 

Já transou dentro de um Cadilac, aliás, por que seu apelido é esse? 

Nunca namorei ninguém que tenha tido um carrão desses e ganhei esse apelido porque existiu uma Rita Cadillac na França, na década de 50, que diziam que era a minha cara.

SUCUUBA, PLANTA AMAZÔNICA NA CURA DO CÂNCER

Motivado pelo interesse crescente (observado principalmente em fóruns, na internet) pela obtenção de informações sobre uma planta aqui da Amazônia, a Sucuuba, empregada localmente há tempos no tratamento do câncer e de outras doenças, fiz uma pesquisa sobre as escassas fontes primárias e secundárias de informação às quais tive acesso e publiquei em 22 de janeiro de 2010 o artigo intitulado Sucuuba contra o câncer, que rapidamente se transformou no post mais lido do blog, com 1.121 visitas até o dia de hoje, segundo as estatísticas do Blogger. Desde então tenho recebido muitos pedidos de informação de sobre como obter os produtos dessa planta.
Meu querido e saudoso pai, que sempre teve um viés ligeiramente hipocondríaco e um razoável conhecimento das coisas da Amazônia, fruto de sua longa vivência na região, depositava a maior fé na fitoterapia e mantinha sempre em casa, na geladeira, algum tipo de chá feito com alguma erva, folha, raiz ou casca de alguma espécie vegetal que consumia com regularidade. Ele falava com muito entusiasmo das propriedades medicinais dessa planta.
Eu sempre acreditei, com base no princípio da polaridade, dos opostos, e no princípio de causa e efeito - que a cultura védica chama de Lei de Kharma -, que a Mãe Terra, com a sua mineralogia, e com toda a sua biodiversidade - que a ciência materialista após séculos de estudos sistemáticos não chegou sequer a vislumbrar as potencialidades e as infinitas possibilidades de combinação - encerra em si mesma as soluções, os remédios, os antídotos para todos os males que afetam a nossa saúde, quer sejam no plano psíquico, quer sejam no material. E tudo se resume a uma questão de merecimento, de esforço coletivo e honesto da humanidade que seja conseqüência de uma conjugação de princípios morais, éticos, filosóficos e humanistas antepostos às motivações meramente mercantilistas para atender a ganância de alguns.  
Aqui, como procuramos deixar claro desde o início aí no sidebar (“Por favor, leia”) não recomendo - nem poderia e não é minha intenção – nenhum tipo de droga ou tratamento. Meu objetivo, além de dar o testemunho da minha experiência pessoal na luta contra o câncer, sempre foi informar, proporcionar a comodidade ao leitor de dispor em um só local de um panorama o mais atualizado possível sobre tudo o que acontece de novo no campo da pesquisa oncológica, das novas terapias, recorrendo sempre que possível a fontes primárias.

As plantas medicinais são usadas há milênios e este uso é muitas vezes indiscriminado e pouco criterioso. As pesquisas científicas têm revelado que determinadas espécies contêm substâncias potencialmente perigosas, agressivas e, por esta razão devem ser utilizadas com cuidado, respeitando seus riscos toxicológicos. De outro lado, o câncer se revelou uma doença individualizada, com uma assinatura genética que varia de pessoa para pessoa e de um tipo de câncer para outro, o que tem feito com que determinada droga seja efetiva em alguns casos e em outros, não.

No caso da sucuuba, apesar dos inúmeros relatos e testemunhos favoráveis ao seu uso, não existe, até o momento, estudo laboratorial ou clínico que comprovem cientificamente sua eficácia, dosagem e segurança toxicológica, muito menos aprovação de seu uso pela ANVISA, órgão oficial de controle. Além disso as folhas, o córtex (casca), o caule e o látex (leite) de sucuuba são produtos naturais, extraídos pelo caboclo na floresta, embalados e transportados para o comércio sob condições de conservação e cuidados de higiene que não podemos determinar. Isso, sem falar das adulterações que pessoas inescrupulosas são capazes de fazer para aumentar o volume e o lucro. O látex que escorre logo após o corte do caule é de um branco imaculado e deve ser mantido sob refrigeração, caso contrário deteriora rapidamente. Aquele que encontramos à venda nas pequenas bancas dos mercados de artigos regionais, mesmo mantidos sob refrigeração, geralmente apresenta uma cor levemente rosada, indicando já alguma alteração.
Por via das dúvidas e por minha conta e risco passei a tomar o látex dessa planta desde o terceiro ciclo da minha quimioterapia, na proporção de três partes para uma parte de mel de abelhas (prá melhorar o sabor desagradável), inicialmente um cálice em jejum e depois três colheres das de sopa, três vezes ao dia.  Faz alguns meses que não tomo porque o único lugar em que confiava para comprar, aqui em Manaus, imaginem, não tem recebido o produto. Passei a tomar também cápsulas de um concentrado puro de Chlorella, uma alga monocelular que Sandrinha descolou pra mim numa pesquisa. Mas nunca sequer pensei em abandonar o tratamento convencional.

Bem, tentando de alguma forma atender às solicitações que mencionei no início do post, e feitas as ressalvas acima, estou colocando abaixo, para quem quiser arriscar, dois links de sites que estão anunciando produtos de Sucuuba, que encontrei na net Devo dizer que nunca adquiri estes produtos destas pessoas, e nem sequer as conheço. Boa sorte

PLANTA DA AMAZÔNIA COM PODER DE CURA DO CÂNCER

Planta sucuuba é a cura do câncer que vem da Amazônia

Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão).

O Relatório Mundial do Câncer 2014, da Organização Mundial de Saúde (OMS), estima que o número de novos casos pule de 14 milhões em 2012 para 22 milhões em 2030, ou seja, um aumento de quase 50%.

Por trás desses assustadores números, estão os principais fatores de risco do câncer: alimentação, cigarro e álcool.

Com todo o avanço da medicina, a cura do câncer ainda não foi descoberta.

Estranho, não?

Por que os poderosos laboratórios com seus cientistas muito bem pagos ainda não descobriram a cura desse mal que mata por ano milhões de pessoas em todo o mundo?

O fato é que há muita gente lucrando com o câncer.

A nosso ver, a cura do câncer está na natureza.

E não é apenas uma cura, e sim várias.

Uma delas vem de uma planta muito comum na Amazônia: a sucuuba (himatanthus sucuuba), também conhecida como sucuba, janaguna, janaúba, dona-joana, leiteira, raivosa, jasmim-manga, sabeú-una, tiborna, angélica da mata e banana de papagaio.

A sucuuba (Himatanthus sucuuba) é uma árvore de grande porte, nativa da região Amazônica, que fornece madeira para a construção civil e carpintaria. 

É uma espécie latescente (com látex no tronco), de tronco ereto e casca rugosa. 

Possui folhas glabras, coriáceas e de margens inteiras. As inflorescências estão dispostas em cimeiras terminais com poucas flores, grandes e brancas e os frutos são geminados em forma de duplo folículo contendo sementes aladas.
Na medicina popular, o látex e as folhas são utilizados como antitumoral, antifúngico, antianêmico, vermífugo e no tratamento de gastrites e artrites. 

A infusão feita a partir da casca do caule tem sido usada para tratamento de tumores, furúnculos, edemas, artrites e ainda como vermífugo e laxativo.

O uso da sucuuba para tratar câncer e outras doenças, como gastrite e úlcera estomacal, normalmente é feito consumindo o látex, extraído do tronco da planta.

Esse látex e chamado de "leite de sucuuba" ou de "janaguna".

Mas pode-se também consumir o chá ou a infusão das folhas.

O sucesso desse tratamento é tão grande que já existem "espertinhos" vendendo o leite falsificado da sucuuba pela internet.

Por isso tenha muito cuidado se quiser usar esse produto.

Pesquise bem para encontrar um fornecedor honesto.

A obtenção do “leite de sucuuba” é feita retirando-se 10×30 cm de casca do tronco e aparando-se o látex com auxílio de uma colher com água. 

Vai-se colocando em uma garrafa de um litro até que a mistura látex e água resulte numa sedimentação esbranquiçada com cerca de 1/3 da garrafa. 

A mistura deve ser mantida em ambiente bem frio.

As raras pesquisas científicas feitas com a sucuuba revelaram a presença, dentre outras substâncias, dos ácidos confluêntico e metilperlatólico.

E são esses ácidos os grandes responsáveis pela ação anti-inflamatória e analgésica, além do efeito cicatrizante da planta.

Os estudos farmacológicos também demonstraram a baixa toxidade reprodutiva e teratogênica em ratas, indicando que o consumbo moderado da sucuuba em humanos é seguro.

LEIA MAIS SOBRE A SUCCUBA ABAIXO (TEXTO DO JORNAL FOLHA DE BOA VISTA - RORAIMA)

Pesquisador roraimense comprova que sucuuba tem propriedades curativas

A pesquisa comprovou que a sucuuba tem propriedade de proteção celular e é eficaz contra determinadas linhagens de câncer, como o de rim e do colo do útero

Uma pesquisa realizada por um roraimense comprovou cientificamente o que o conhecimento empírico  das populações indígenas do Estado de Roraima afirma há séculos, que a planta conhecida popularmente pelo nome de sucuuba tem propriedades curativas para diversas enfermidades.

“Comprovou-se cientificamente que as propriedades existentes podem servir para diferentes patologias, conforme indica o conhecimento popular”,  afirmou o pesquisador Sebastião Oliveira Rebouças, natural da Serra de Tepequém, no município de Amajari (RR).



Biólogo e geneticista, Rebouças defendeu a  tese de doutorado sobre as propriedades fitoquímicas e genotóxicas  da Sucuuba, uma planta de origem amazônica, muito usada pelos índios da região, que já difundiram o conhecimento popular entre os não-índios, que também fazem uso das propriedades medicinais.

“Escolhi essa planta para pesquisa pelo frequente uso por parte dos índios de Roraima, que afirmam que cura câncer, úlceras, tumores, inflamações, sífilis e malária. Isso despertou a minha curiosidade”, contou o pesquisador que iniciou a pesquisa em 2008 e concluiu em janeiro de 2012.

A pesquisa comprovou que a Sucuuba tem propriedade de proteção celular e é eficaz contra determinadas linhagens de câncer, como o de rim e do colo do útero. Os testes mostraram ainda que a planta não apresenta efeitos genotóxicos, o que significa dizer que a ingestão dela não produz danos à genética.

“O uso da Sucuuba indica também que pode prevenir ou retardar a probabilidade de manifestação cancerígena. Os testes feitos com células de linhas de câncer de colo de útero  mostrou o efeito semelhante ao etoposídio, um dos medicamentos utilizados no tratamento de câncer. O conhecimento popular dos índios foi confirmado cientificamente”, reforçou.

A planta também tem efeito antioxidante, o que leva a crer que retarda o envelhecimento precoce, por conta da molécula majoritária existente nela, o plumierídio, além da presença de flavonoides, taninos e iridóides que foram identificados.

Trabalho é reconhecido primeiro  na Europa

O célebre ditado de que santo de casa na obra milagre, pelo menos, até ser reconhecido por outras pessoas,  se encaixa bem na história do pesquisador Sebastião Rebouças.  A tese de doutorado dele já rendeu quatro artigos científicos e três deles já foram publicados no Journal of Ethnopharmacology, da Europa.

Após o reconhecimento na Europa, o segundo artigo foi publicado na Revista Brasileira de Farmagnosia, totalmente em português, disponível no endereço eletrônico http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-695X2012000200020&script=sci_arttext.

O terceiro artigo foi publicado ontem (08) em homenagem ao Dia Internacional de Combate ao Câncer. O resultado da tese de Sebastião Rebouças já rendeu alguns convites, inclusive para falar sobre o assunto no Congresso Mundial de Tratamento contra o Câncer.

Um laboratório da Alemanha também já o convidou para passar, pelo menos, seis meses lá dando continuidade à pesquisa.  Enquanto isso, no Brasil os convites foram ínfimos. Ele iniciou a pesquisa com recursos próprios e, somente após um ano e meio, foi que o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) forneceu uma bolsa de pesquisa no valor de R$ 20 mil. A pesquisa foi desenvolvida em um laboratório de genética e toxicologia,  do Estado do Rio Grande Sul.

O que é a sucuuba?

A sucuuba (Himatanthus sucuuba) pertence à família Apocynaceae, ordem Gentianales e subclasse Asteridae. É uma árvore de grande porte, conhecida como Sucuuba ou janaguba e nativa da região Amazônica, que fornece madeira para a construção civil e carpintaria. 

É uma espécie latescente, de tronco ereto e casca rugosa. Possui folhas glabras, coriáceas e de margens inteiras. As inflorescências estão dispostas em cimeiras terminais com poucas flores, grandes e brancas e os frutos são geminados em forma de duplo folículo contendo sementes aladas.

Na medicina popular, o látex e as folhas são utilizados como antitumoral, antifúngico, antianêmico, vermífugo e no tratamento de gastrites e artrites. A infusão feita a partir da casca do caule tem sido usada para tratamento de tumores, furúnculos, edemas, artrites e ainda como vermífugo e laxativo.

 Uso e armazenamento inadequados podem provocar efeitos contrários

O uso inadequado da sucuuba pode provocar efeitos contrários no organismo. Além disso, conforme explicou Sebastião Rebouças, a utilização contínua poderá contribuir para a degradação do  meio ambiente e extinção da espécie, principalmente pela retiradas das cascas. 

A pesquisa também comprovou que o látex da planta apresenta as  mesmas propriedades e não  compromete a espécie. É que geralmente os usuários costumam fazer o chá da casca ou coloca-la de molho para beber água.

Segundo Rebouças, o chá da casca quando armazenado por algum tempo resulta na proliferação de fungos, os quais produzem toxinas que danificam o sistema renal. No caso do látex misturado à água, se as características apresentar cor marrom, significa que também há presença de fungos. As cascas quando esbranquiçadas indicam que há também presença de fungos.

CONHEÇA A PLANTA QUE CURA O CÂNCER

A grande notícia que saiu nos últimos tempos foi a erva chamada "Avelós", que seria uma erva que trataria o câncer, primeiramente vamos verificar a reportagem da Folha de São Paulo sobre a erva medicinal Avelós:

Uma planta usada tradicionalmente em chás medicinais e nas populares "garrafadas" (bebida que reúne várias ervas) está sendo testada no tratamento do câncer. Estudos iniciais desenvolvidos no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, em São Paulo, mostram que ela conseguiu estabilizar o quadro clínico de uma doente terminal e que também foi eficaz no alívio das dores.

Encontrada no Norte e no Nordeste do país, a avelós (Euphorbia tirucalli) produz uma seiva semelhante ao látex, que é muita tóxica e cáustica. Se cai nos olhos, pode cegar.

O primeiro passo dos pesquisadores foi então isolar apenas as substâncias benéficas da planta e transformá-las em uma pílula, chamada de AM10.

Se a eficácia da droga for comprovada nos próximos estudos, ela poderá se transformar no primeiro medicamento oncológico nacional.

Tudo começou há seis anos, quando o empresário nordestino Everaldo Telles viu um parente melhorar após usar a planta para tratar um câncer. Ele decidiu investir em pesquisas e, com o farmacêutico Luiz Pianowski, iniciou a fase pré-clínica (testes em células de cultura e animais).

"Nos testes in vitro e com animais a droga funcionou bem contra as células de tumores", afirma Pianowski. Nessa fase, os estudos foram feitos na Universidade Federal do Ceará e na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O Einstein entrou na história há um ano, na fase 1 da pesquisa clínica. A droga foi testada em sete pacientes oncológicos terminais, que já haviam recebido todo tipo de tratamento disponível sem obter resposta.

O intuito do estudo foi descobrir a dose máxima da substância tolerada pelo organismo, não de medir sua eficácia.

Ainda assim, uma paciente do grupo de estudo, com câncer metastático, teve a doença estabilizada. "Não sabemos se isso ocorreu por causa da droga ou porque a doença é de progressão lenta", diz o médico Auro Del Giglio, gerente da oncologia no Einstein e um dos coordenadores da pesquisa.

Os outros pacientes tratados com avelós relataram melhora da dor. "Talvez a droga seja um bom analgésico, e não um anticancerígeno. Pesquisas desse tipo geram muita expectativa."

Del Giglio diz que as pessoas não devem usar a planta inadvertidamente. "O látex é extremamente tóxico."

A fase 2 da pesquisa avaliará 40 pacientes oncológicos de outras cinco instituições, entre elas o Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho e a Faculdade de Medicina do ABC. Será testada a atividade do princípio ativo nas células tumorais.

A avelós causa um processo chamado de apoptose celular, uma espécie de suicídio das células. Purificada, ela age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores.

Segundo Pianowski, há diversos relatos de pessoas com câncer, que estavam desenganadas pelos médicos e que se curaram após usarem a planta.

"Não esperamos que ela cure todos os tipos de câncer. Mas certamente será eficaz para diversos deles. Várias drogas oncológicas começaram assim."

Veja uma dica caseira, uma receita caseira de chá de avelós:


MODO DE USAR
Extraia três gotas de uma haste carnuda e coloque em um copo com água pura. Tome uma colher de sopa dessa água de quatro a seis vezes ao dia. Nos casos de tumores, esse tratamento deve ser feito durante muitos meses.

CONHEÇA OS 10 TIPOS DE CÂNCER MAIS MORTAIS DO MUNDO

ALERTA: Se você, ou alguém que conhece, estiver preocupado por ter sido diagnosticado com uma destas doenças lembre-se que somos apenas um site de notícias. Quem deve dar opinião sobre qualquer enfermidade é o médico especialista. Apesar destas enfermidades serem terríveis todas elas tem suas taxas de pessoas que sobrevivem às mesmas.
O câncer é uma das doenças mais mortais do mundo – isso não é segredo. Apesar de a medicina ter com certeza evoluído, e de existirem hoje muitos tratamentos bem sucedidos que nem eram considerados possíveis no passado, a tão sonhada “cura para o câncer” permanece longe do nosso alcance por muitos motivos.
Existem mais de 100 tipos de câncer, caracterizados pelo crescimento anormal das células. Há muitas causas diferentes para a doença, que variam de radiação de produtos químicos a vírus. As células cancerosas, e como elas crescem, são imprevisíveis, e em alguns casos misteriosas. Mesmo depois de tratamentos aparentemente eficazes, elas são capazes de se esconder e ressurgir.
Tipos de câncer

Confira essa lista com os 10 tipos de câncer que mais mataram pessoas entre 2003 e 2007, e tente entender por que eles permanecem incuráveis.

1) Câncer de pulmão e brônquios
tipos de câncer pulmão
tipos de câncer pulmão
Esse tipo de câncer é mais frequente com pessoas de idades entre 55 e 65 anos. Existem dois tipos principais: o câncer de pulmão de células não- pequenas, que é o mais comum, e o câncer de pulmão de células pequenas, que se propaga mais rapidamente. O câncer de pulmão e brônquios é o que causa mais morte por câncer nos Estados Unidos. Tabagismo é a principal causa da doença.

2) Câncer de cólon e retal
Esses tipos de câncer não são a mesma coisa: câncer de cólon cresce nos tecidos do cólon, enquanto o câncer retal cresce nos últimos centímetros do intestino grosso, perto do ânus. A maioria dos casos começa com aglomerados de pequenas células benignas chamadas pólipos, que ao longo do tempo se tornam cancerosas. A triagem é recomendada para encontrar os pólipos antes que eles se tornem cancerígenos.

3) Câncer de mama
Esse tipo de câncer normalmente se forma nos dutos que levam leite ao mamilo ou nas glândulas que produzem o leite nas mulheres. O câncer de mama é o segundo câncer mais comum em mulheres, depois do câncer de pele. Mas ao contrário do que muita gente pensa, também pode ocorrer em homens.

4) Câncer de pâncreas
O câncer de pâncreas começa nos tecidos do pâncreas, que auxiliam a regulação da digestão e do metabolismo. Sua detecção e intervenção precoce são muito difíceis, porque na maioria dos casos ele progride de maneira rápida e silenciosa, quase escondida.

5) Câncer de próstata
O câncer de próstata geralmente começa a crescer lentamente na próstata, que produz o líquido seminal para o transporte de espermatozóides. Alguns tipos permanecem confinados à glândula, e esses são mais fáceis de tratar. Outros são mais agressivos e se espalham rapidamente. Este tipo de câncer é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, depois do câncer de pulmão e brônquios.

6) Leucemia
Existem muitos tipos de leucemia, mas todos afetam os tecidos hematopoiéticos do corpo, tais como a medula óssea e o sistema linfático. Isso resulta em uma superprodução de glóbulos brancos anormais. Os tipos de leucemia são classificados pela rapidez com que avançam e afetam as células. O tipo chamado leucemia mielóide aguda é o que mais mata.

7) Linfoma Não-Hodgkin
Esse tipo de câncer afeta os linfócitos, um tipo de glóbulo branco, e é caracterizado por nódulos linfáticos maiores, febre e perda de peso. Existem vários tipos de linfoma não-Hodgkin, e eles são categorizados de acordo com a rapidez ou lentidão do crescimento do câncer e de acordo com o tipo de linfócitos que afetam.

8 ) Câncer de fígado
O câncer de fígado é uma das formas mais comuns de câncer em todo o mundo, e suas taxas de ocorrência na América estão crescendo. O câncer de fígado mais comum começa em outro lugar do corpo e depois se espalha para o fígado. Há também o câncer de ducto biliar intra-hepático, que é relacionado ao câncer de fígado eocorre no duto que leva a bile do fígado ao intestino delgado.

9) Câncer de ovário
Esse câncer é mais fácil de tratar, mas mais difícil de ser detectado nos seus estágios iniciais. Porém, pesquisas recentes estão ajudando a detectar os primeiros sintomas que podem ajudar no diagnóstico, como desconforto abdominal, urgência para urinar e dor pélvica. O câncer de ovário foi a quarta maior causa de morte por câncer em mulheres entre 2003 e 2007. A idade média das mulheres diagnosticadas é 63 anos.

10) Câncer de esôfago

Este câncer começa nas células que revestem o esôfago, o tubo que transporta os alimentos da garganta para o estômago. Ele ocorre geralmente na parte inferior do esôfago. Mais homens do que mulheres sofrem com esse tipo de câncer.

A AIDS TEM CURA!

A ciência já sabe como dar o golpe final no vírus HIV: expulsá-lo do corpo humano. Conheça os bastidores da descoberta médica mais importante dos últimos 25 anos - e as histórias de pessoas que já foram curadas da doençapor Reportagem Alexandre de Santi, Valquíria Vita e Bruno GarattoniTweet 
Ele é rudimentar. É uma bolinha minúscula, de 130 nanômetros, com apenas nove genes dentro. O vírus HIV não se compara, nem de longe, à sofisticação de uma célula humana (que tem 20 mil genes) ou mesmo uma bactéria (500 genes). Mas ele mudou a história da humanidade: espalhou pânico, transformou hábitos, arrasou países africanos, matou 30 milhões de pessoas. O homem respondeu criando os antirretrovirais, remédios que contêm a multiplicação do vírus e evitam que o soropositivo morra de Aids. Hoje, 8 milhões de pessoas têm as vidas preservadas por esses medicamentos. Eles não são uma cura, pois não eliminam o vírus - que continua escondido no organismo.

Mas essa história está prestes a dar uma virada dramática. A ciência finalmente descobriu como dar o último passo: arrancar o HIV dos lugares onde ele se esconde no corpo humano. No último ano, vários grupos de pesquisadores comprovaram que é possível expulsar o HIV de seus esconderijos e jogá-lo de volta na corrente sanguínea - de onde ele poderia ser eliminado, livrando completamente o organismo do vírus. Ou seja, cura. Os pesquisadores mantêm cautela, mas a possibilidade tem gerado euforia em setores da comunidade científica. Parece que, depois de passar as últimas décadas tomando dribles do vírus, a humanidade finalmente pode ter descoberto uma forma de encurralá-lo. "Há dois anos, se alguém falasse em cura, seria considerado maluco. Isso era considerado impossível", diz John Frater, imunologista da Universidade de Oxford e um dos líderes do Cherub (Collaborative HIV Eradication of Viral Reservoirs), projeto que reúne cinco universidades inglesas num estudo contra o vírus. "Estou genuinamente entusiasmado", afirma.

A técnica de expulsão do HIV é a inovação científica mais importante, e instigante, das últimas décadas. Mas não é a única novidade na luta contra o vírus. Há pessoas que, por meio de outros procedimentos médicos, foram curadas da Aids. Em alguns casos, elas desenvolveram resistência ao HIV; em outros, o vírus desapareceu do organismo. Você vai conhecer essas histórias a seguir.

ONDE O VÍRUS SE ESCONDE
Como o HIV é muito pequeno, penetra facilmente nas mucosas genitais durante o sexo, e delas vai para a corrente sanguínea, onde encontra sua vítima: as células T, peças centrais do sistema imunológico. O vírus penetra nessas células e as escraviza, transformando-as em máquinas de produzir HIV. É um processo diabolicamente eficiente, que gera 100 bilhões de novas cópias do vírus por dia. No começo, a pessoa não sente nada, no máximo febre e um mal-estar discreto. Mas as células T vão morrendo até que, após alguns anos, o sistema imunológico fica comprometido - e a Aids se instala.

Existem dois tipos de células T: as ativas e as inativas. É como no exército. Alguns soldados estão de prontidão nos quartéis e outros vivem na reserva, podendo ser convocados em caso de emergência. O HIV infecta tanto as células ativas quanto as inativas. O problema é que os medicamentos antirretrovirais só agem nas células ativas. Nas células inativas, que vivem numa espécie de hibernação, o remédio não faz efeito. Isso porque essas células não contêm um montão de HIV dentro. Na verdade, é algo mais assustador ainda.

Elas têm o vírus HIV copiado dentro do próprio código genético. Isso significa que, conforme vão sendo ativadas pelo organismo (um processo natural, que acontece ao longo da vida de todo mundo), começam a se reproduzir - e fabricar enormes quantidades do vírus. É por isso que os medicamentos antirretrovirais não curam a Aids. As células T inativas funcionam como um enorme reservatório de vírus. Ele até vai sendo esvaziado aos poucos, na medida em que as células inativas vão sendo repostas pelo organismo e o vírus vai sendo eliminado pelos medicamentos, mas isso leva uma eternidade: segundo estimativas, pelo menos 60 anos. Ou seja, o portador de HIV tem mesmo de passar a vida toda tomando antirretrovirais (que provocam efeitos colaterais como hipertensão, diabetes e danos aos rins, fígado e ossos).

A menos que exista uma forma de esvaziar à força os reservatórios de HIV.

Essa possibilidade começou a se desenhar em outubro de 2006, quando o governo americano autorizou a venda de um novo medicamento, chamado vorinostat. Esse remédio foi criado para tratar o linfoma cutâneo de células T, um câncer no sistema imunológico. Esse câncer se manifesta na forma de lesões na pele, mas se origina no sangue. Ele é tratado com quimioterapia. Mas a quimioterapia só funciona bem com tumores que se multiplicam bastante (porque ela age na reprodução celular). E o linfoma cutâneo não é assim. Por algum motivo, ele faz o corpo aumentar a produção de histona deacetilase (HDAC), um tipo de enzima que faz as células pararem de se reproduzir. E isso reduz o efeito da quimioterapia. O vorinostat bloqueia a ação dessa enzima, colocando o câncer de novo em estado de multiplicação - e vulnerável à quimiotepia. Atiçar o câncer é uma estratégia arriscada. Por isso, o vorinostat só é usado em casos graves, nos quais dá resultado (70% dos pacientes respondem a ele).
A infecção - e o caminho da cura
O segredo está em acordar células dormentes, onde o HIV fica escondido

1. Contaminação
O HIV entra no organismo. Ele se instala nas células T, que são responsáveis por coordenar a ação do sistema imunológico. Há dois tipos de célula T: ativa e inativa. O vírus invade ambos os tipos.

2. Invasão do DNA
O HIV entra na célula e se infiltra no núcleo dela, onde está o DNA. As células ativas se multiplicam - e, com isso, multiplicam o HIV.

As células inativas não se multiplicam. Graças à ação de uma enzima, elas ficam dormentes (e o vírus também).

3. O tratamento tradicional
Os medicamentos antiretrovirais, usados hoje, conseguem bloquear a progressão do HIV - e controlar a Aids. Mas não agem nas células inativas, onde o vírus fica escondido. Se a pessoa parar de tomar os antirretrovirais, o HIV "escondido" acorda. E a Aids volta.

4. A nova tática
Um novo tipo de medicamento é capaz de fazer as células inativas acordarem: e botarem para fora o HIV que trazem escondido. O vírus é jogado na corrente sanguínea.

5. A eliminação
Os antirretrovirais agem sobre o HIV, permitindo que ele seja eliminado.Os reservatórios vão sendo esvaziados, até não restar mais vírus.

Mais tarde, alguns pesquisadores descobriram que o vorinostat também tinha outro efeito: ele desperta as células T adormecidas. E isso é valiosíssimo no combate ao HIV. Porque quando essas células acordam, elas começam a se reproduzir e jogar vírus no sangue - onde ele fica vulnerável à ação dos remédios antirretrovirais. O HIV é eliminado, as células T morrem e, se esse processo for repetido por tempo suficiente, é possível eliminar todas as células infectadas - e sacar o HIV do organismo.
David Margolis, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), foi o primeiro cientista a testar esse procedimento. "Tive a ideia de acordar o HIV e empurrá-lo para fora do corpo, permitindo a erradicação do vírus", diz. Depois de obter resultados positivos em testes de laboratório, ele ficou três anos pedindo permissão às autoridades de saúde americanas para fazer um estudo em humanos. O vorinostat tem efeitos colaterais, como fadiga, diarreia, hiperglicemia e anemia. Em casos raros, pode levar à formação de coágulos no sangue, o que é perigoso. Mas o grande receio era quanto ao vírus da Aids. Afinal, acordar células dormentes e estimulá-las a produzir HIV envolve risco. E se o vírus surgisse com alguma mutação, e os medicamentos antirretrovirais não fizessem efeito contra ele? Os pacientes seriam inundados pelo HIV, e morreriam.

Mesmo assim, Margolis obteve autorização para fazer o teste em oito portadores de HIV, que receberam vorinostat. Os resultados foram publicados em 2012 - e reanimaram o interesse da comunidade científica. Uma única dose de vorinostat aumentou em mais de quatro vezes a quantidade de vírus no sangue dos pacientes. Ou seja, a tese se comprovou. Funcionou. O remédio conseguiu o que era considerado impossível: expulsar o HIV de seus reservatórios (e fez isso sem provocar efeitos colaterais relevantes). Mas foi um estudo de breve duração. Agora, Margolis está realizando uma nova experiência, na qual os pacientes recebem mais doses de vorinostat, durante mais tempo.

Pelo menos um estudo, feito pela Universidade de Aarhus (Dinamarca) em parceria com a Universidade do Colorado (EUA), comprovou o mesmo efeito em células humanas testadas em laboratório. "Ainda temos um longo caminho, mas acredito que a cura para o HIV seja alcançável", diz Ole Søgaard, líder do estudo dinamarquês. Søgaard está finalizando um novo estudo, desta vez dando o remédio diretamente a pacientes, e publicará os resultados nos próximos meses. Pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, também estão testando o vorinostat e devem publicar resultados em breve. A equipe pioneira, de David Margolis, continua aperfeiçoando a técnica - em estudos que envolveram cientistas da Universidade da Califórnia e uma pesquisadora da multinacional farmacêutica Merck.

Ainda há dúvidas sobre o procedimento. Qual a dose ideal do medicamento? Por quanto tempo? Ele é o remédio ideal, ou surgirão outros? "É como o AZT, que foi a primeira droga da sua classe (antirretroviral). Talvez a gente encontre drogas melhores, ou resultados melhores combinando essa droga com outras", diz Margolis.

Também há um dilema ético envolvido. Como convencer um paciente que toma antirretrovirais, e por isso está com o HIV sob controle, a participar de um estudo que envolve risco de acordar uma doença letal? "Os métodos que temos hoje são eficazes, relativamente seguros, bem tolerados e não tão caros", afirma Daniel Kuritzkes, chefe do AIDS Clinical Trials Group (ACTG), um dos maiores grupos de pesquisa na área.

Além disso, um paciente curado pode ser facilmente reinfectado - basta fazer sexo sem proteção com alguém que tenha HIV. O ideal mesmo seria criar uma vacina contra o vírus. Infelizmente, o vírus conseguiu burlar todos os esforços nesse sentido. Há várias razões que dificultam o desenvolvimento de uma vacina. A primeira é a intensa variabilidade do vírus. Embora o HIV seja dividido em somente dois tipos, 1 e 2 (que têm origem em primatas diferentes), ele sofre constantes mutações dentro de cada tipo. Estima-se que a capacidade de mutação do HIV seja mil vezes maior que a do genoma humano. Isso torna o HIV imprevisível e complica bastante as coisas. Como preparar o corpo para se defender se ninguém sabe exatamente como o vírus pode se comportar? Mesmo assim, os esforços seguem: em maio, um novo teste de vacina foi anunciado por pesquisadores do Imperial College, de Londres, que farão um estudo em Ruanda e Nigéria e divulgarão os resultados em 2015.

Mas, mesmo sem uma vacina, e com a técnica de desinfecção ainda em testes iniciais, já existem pessoas que chegaram lá - foram curadas do HIV.
Nós e eles
A longa história da Aids na Terra

1959
Surgem os primeiros registros de homens morrendo devido a infecções de origem inexplicável. Um deles, que morreu no Congo, teve tecidos do seu corpo preservados e analisados nos anos 90. Eles continham HIV.

1981
O governo dos EUA publica um relatório descrevendo os casos de cinco homens homossexuais de Los Angeles, que tinham uma série de infecções raras. É o primeiro registro oficial da doença. Duas das vítimas morreram antes mesmo da publicação do artigo.

1983
Em abril, o Center for Disease Control (CDC), dos EUA, estima que dezenas de milhares de pessoas estejam infectadas pela doença. Ela ganha o nome de Aids (síndrome de imunodeficiência adquirida, em inglês).

1984
O pesquisador Robert Gallo, do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, afirma que a Aids é causada por um vírus.

1985
O ator americano Rock Hudson morre de Aids. É a primeira grande celebridade a ser vitimada pela doença, que já tem casos em todo o planeta.

1986
O Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus batiza o causador da Aids de Human Immunodeficiency Virus (HIV), ou vírus da imunodeficiência humana.

1987
O governo americano aprova o uso da zidovudina (AZT), primeiro medicamento a combater o HIV.

1989
Magro e abatido, o cantor Cazuza anuncia publicamente que está com Aids. Morreria em 1990 depois de uma agonia que expôs a fragilidade das vítimas.

1991
O laço vermelho se torna o símbolo da luta contra a Aids. Magic Johnson, estrela do basquete dos EUA, anuncia que é soropositivo. O cantor Freddie Mercury, do Queen, morre vítima da doença.

1993
O filme Filadélfia, em que Tom Hanks interpreta um advogado com HIV, chega aos cinemas. O bailarino Rudolf Nureyev e o tenista Arthur Ashe morrem de Aids.

1994
A epidemia atinge 1 milhão de casos no mundo.

1995
Surge a terapia antirretroviral altamente ativa (highly active antiretroviral therapy - HAART), um coquetel de drogas que impede a progressão do HIV.

1997
O número de pessoas infectadas chega a 30 milhões no mundo.

2000
A busca por uma vacina se torna prioridade global na pesquisa contra o HIV.

2003
Cientistas comprovam que o HIV veio dos chimpanzés. O laboratório VaxGen, um dos que desenvolve vacinas, anuncia que os testes em humanos falharam.

2007
Médicos anunciam que um paciente está livre do HIV. Timothy Brown, conhecido como Paciente de Berlim, não registra a presença do vírus no corpo desde então.

2009 a 2013
São publicados os primeiros estudos sobre eliminação de reservatórios do HIV, apontando um caminho para a cura. A busca por vacinas continua.

OS PRIMEIROS CURADOS
Em 1995, o americano Timothy Ray Brown descobriu que era soropositivo. Logo começou a tomar os medicamentos antirretrovirais e estava indo bem, até que em 2007, quando estava morando na Alemanha, ele começou a se sentir muito fraco. E descobriu que estava com leucemia, um câncer que ataca as células T (pois é, justo elas). Seu médico, o oncologista Gero Hütter, se lembrou do seguinte: no norte da Europa, uma em cada cem pessoas é imune ao vírus da Aids. Devido a uma mutação genética, elas não produzem uma proteína chamada CCR5. E sem essa proteína, o vírus da Aids não consegue entrar nas células.

Como Timothy estava com leucemia, teria de receber um transplante de medula óssea. Nesse tipo de transplante, o sistema imunológico do paciente é morto (por meio de quimioterapia) e substituído pelas células do doador. O médico teve a ideia de usar, como doadora, uma pessoa que fosse imune ao vírus da Aids. Dessa forma, quem sabe, poderia acertar dois alvos com um só tiro: curar Timothy da leucemia e do HIV.

O primeiro transplante não teve o efeito esperado, e a leucemia voltou. Timothy aceitou se submeter a um segundo. Funcionou. Ele ficou um ano no hospital, teve várias complicações de saúde, mas se tornou o primeiro humano na história a ser curado do HIV. Parou de tomar os antirretrovirais, e o vírus nunca voltou. Timothy ficou conhecido como o "Paciente de Berlim". Em julho deste ano, dois casos semelhantes ao dele foram apresentados na conferência da International Aids Society. Mas, nesses casos, os transplantes foram feitos há pouco tempo e ainda é cedo para dizer que o HIV não retornou.

Seja como for, transplante de medula é uma técnica complexa, que depende de fatores muito específicos - o procedimento de Timothy tinha apenas 5% de chance de sucesso. "Esse paciente ganhou na loteria", afirma Caio Rosenthal, infectologista do hospital Emílio Ribas, de São Paulo. Além de pouco eficaz, o procedimento é muito arriscado. "A pessoa que vai receber o transplante de medula fica completamente sem defesas [imunológicas] durante um período", explica Dirceu Greco, diretor do departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde.

Além das pessoas que não produzem a proteína CCR5, há outro tipo de gente resistente ao HIV: os chamados controladores de elite. Eles são infectados pelo vírus, mas não desenvolvem Aids. "De todas as pessoas infectadas, 5% são chamados progressores lentos. Eles têm carga viral baixa e só vão ficar doentes muitos anos depois. E, dentro desses 5%, há também uma porcentagem de controladores de elite, que apresentam carga viral há mais de dez anos e conseguem viver sem remédios", explica Breno Riegel, infectologista do Hospital Conceição, de Porto Alegre, e colaborador de estudos internacionais - incluindo uma pesquisa com antirretrovirais que foi considerada a mais importante do mundo em 2011 pelo jornal científico Science.

Para ser um controlador de elite, ou uma pessoa imune ao HIV, é preciso nascer com determinadas mutações genéticas. Mas também existe gente que se torna controladora de elite. Em março deste ano, pesquisadores do Instituto Pasteur, de Paris, apresentaram um estudo demonstrando a cura funcional de 14 pacientes franceses portadores do HIV. A palavra funcional significa que eles ainda carregam o vírus, mas não desenvolvem a Aids - mesmo tendo parado de tomar medicamentos antirretrovirais. Esses pacientes são identificados pela sigla Visconti, que vem de Viro-immunological Sustained Control After Treatment Interruption (Controle Viro-imunológico Sustentado Após a Interrupção do Tratamento). O líder do estudo, Asier Sáez-Cirión, destaca uma característica importante desses pacientes. Quando se descobriram infectados pelo HIV, na década passada, eles logo passaram a tomar o coquetel antirretroviral. Começaram a tomar os remédios no máximo 70 dias depois da contaminação. E essa rapidez ajudou muito. "Tratando desde cedo, você limita a entrada de vírus nos reservatórios (as células T inativas)", diz Sáez-Cirión. E isso teoricamente permite que, depois de alguns anos tomando o remédio, seja possível parar com ele - e mesmo assim não desenvolver Aids. Na prática, as coisas costumam ser diferentes. "Quando a pessoa chega ao médico, na maioria das vezes ela já está soropositiva há anos, e daí o tratamento já não é mais tão eficiente", explica Rosenthal. Um paciente que carrega o vírus há dez anos, por exemplo, já está com danos graves ao sistema imunológico.

Os pacientes do grupo Visconti tomaram os remédios durante três anos até que interromperam o tratamento. Eles conseguiram se manter saudáveis mesmo sem os antirretrovirais e estão assim há cerca de sete anos. Um deles está há uma década sem a medicação. Sáez-Cirión se refere a essa cura como "estado de remissão do vírus" - pois o HIV continua presente no corpo, ainda que não provoque o desenvolvimento da Aids. "Quando vimos os resultados, percebemos que isso pode ser um grande passo para a luta contra o HIV. Ficamos muito emocionados. Queremos reforçar a mensagem de que o tratamento precoce é importante", diz Sáez-Cirión.

O tratamento precoce foi responsável por um caso ainda mais impressionante. Em março deste ano, cientistas americanos revelaram que um bebê (que não teve o nome nem o sexo divulgados) havia sido curado do HIV. Se uma grávida sabe que tem o vírus da Aids e recebe tratamento adequado, com medicamentos antiretrovirais, há 96% de chance de que o bebê nasça sem o vírus. Mas, neste caso, não foi assim. A mãe da criança, que não havia recebido atendimento pré-natal, chegou ao hospital já em trabalho de parto. Um teste feito na hora detectou que ela tinha HIV. Era tarde demais para tratar a mãe e impedir que transmitisse a doença para o filho.

Então os médicos fizeram o parto e levaram o recém-nascido para a pediatra Hanna Gay, da Universidade do Mississipi. Ela decidiu tratar o bebê com altas doses de antiretrovirais, que foram mantidos durante os primeiros 18 meses da vida da criança. A partir daí, a mãe sumiu e não veio mais pegar os remédios. Ela ficou dez meses sem aparecer, e o bebê não recebeu nenhum tratamento durante esse período. O que era um caso de relapso materno acabou resultando numa descoberta científica incrível: mesmo sem nenhum remédio, o HIV não retornou. Não havia mais vírus no sangue da criança. Aparentemente, o tratamento ultraprecoce evitou que o HIV entrasse nos reservatórios (mesma coisa que teria acontecido com os pacientes franceses).
Humanos x HIV
Veja quem já está vencendo a doença - e como

Terapia atual
Como é? - O portador de HIV recebe uma combinação de medicamentos (o chamado coquetel de antiretrovirais) que impede a multiplicação do vírus. A quantidade de HIV no sangue despenca, chegando a níveis muito baixos.

A pessoa desenvolve Aids? - Não.

Pode transmitir o vírus? - Sim. O HIV permanece escondido no organismo.

Terapia de próxima geração
Como é? - O portador de HIV recebe um medicamento que acorda as células onde o vírus estava escondido. Em seguida, toma o coquetel de antiretrovirais - que impedem a multiplicação do HIV. Com o tempo, isso pode levar à eliminação total do vírus do organismo.

Pode transmitir o vírus? - Em tese, não. Mas a técnica ainda está em fase experimental.

Geneticamente imune
Como é? - Existem pessoas que nascem com uma mutação na proteína CCR5 - e isso impede o HIV de entrar nas células.

Pode transmitir o vírus? - Há controvérsias. Embora o HIV não consiga se multiplicar, é possível que algumas cópias dele se instalem no organismo - o suficiente para infectar alguém.

Supercontrolador
Como é? - É uma pessoa cujo sistema imunológico consegue controlar o HIV, mesmo sem a ajuda de remédios. Ainda não se sabe o que torna uma pessoa controladora de elite. É o caso dos pacientes franceses do grupo Visconti.

Pode transmitir o vírus? - Sim.

Bebê de Mississipi
Como é? - O filho de uma mulher HIV-positiva começou a receber o coquetel de antirretrovirais logo após o nascimento. O vírus sumiu.

Pode transmitir o vírus? - Em tese, não. O bebê está aparentemente curado, com carga viral indetectável.

Paciente de Berlim
Como é? - Recebeu um transplante de medula óssea de um paciente que tinha CCR5 mutante, ou seja, era imune ao HIV. Com isso, ele também adquiriu imunidade ao vírus.

Pode transmitir o vírus? - Em tese, não. O HIV desapareceu do organismo.

REENGENHARIA GENÉTICA
A expulsão do vírus, o tratamento ultraprecoce, as vacinas e os transplantes não são as únicas frentes de pesquisa contra o HIV. Existe mais uma, que consegue ser ainda mais ousada: modificar geneticamente o corpo humano para torná-lo resistente ao vírus. A técnica foi idealizada em 2008 e está sendo desenvolvida pela Universidade do Sul da Califórnia em parceria com a empresa de biotecnologia Sangamo BioSciences. Primeiro, obtém-se uma amostra de células T do paciente (coletando um pouco de sangue). Em seguida, usando técnicas de manipulação genética, essas células são alteradas. Elas passam a produzir uma versão deficiente da proteína CCR5 - aquela proteína essencial para o vírus da Aids. As células geneticamente modificadas são reinjetadas na pessoa, se multiplicam e aos poucos vão substituindo as células T normais. E o paciente adquire imunidade ao HIV. Essa é a ideia.

A técnica já foi testada em algumas pessoas. A mais famosa delas é um homem, identificado apenas como "Paciente de Trenton" (o nome vem da cidade onde mora, em Nova Jersey). Ele recebeu as células modificadas e parou de tomar os medicamentos anti-HIV. Num primeiro momento, a quantidade de vírus em seu sangue disparou. Mas em seguida despencou, até zerar. O HIV sumiu. "Eu me senti um super-homem", disse o paciente ao jornal New York Times. O resultado é animador, mas ainda não pode ser considerado cura. O estudo durou pouquíssimo tempo, apenas três meses (depois disso, o homem voltou a tomar os antirretrovirais, de forma preventiva). Seria preciso esperar mais para assegurar que o vírus não iria voltar. Além disso, o Paciente de Trenton possuía uma mutação genética que debilitava um pouco a proteína CCR5. Ele não era imune ao HIV, mas essa mutação pode ter aumentado a eficácia do tratamento - que não funcionou tão bem com os outros pacientes. Há um novo teste em curso, com nove soropositivos, e os resultados serão publicados até o final do ano.

Há um detalhe especialmente intrigante. No Paciente de Trenton, apenas 13,5% das células T adquiriram resistência ao vírus durante o estudo. Todas as demais continuaram vulneráveis. Mas essa mudança, modesta, já foi suficiente para que o organismo virasse o jogo contra o HIV e o eliminasse completamente do sangue. Talvez seja possível estender os limites do corpo humano - e, com uma pequena ajuda, torná-lo capaz de vencer a Aids. Talvez as drogas que expulsam o vírus de seus reservatórios funcionem cada vez melhor, e se tornem lugar-comum daqui a alguns anos. Talvez os tratamentos ultraprecoces livrem milhões de pessoas do vírus. Mas notícias promissoras não significam que devamos baixar a guarda. Pelo contrário. A prevenção e o sexo seguro (com camisinha) continuam sendo essenciais. Para de fato vencer a Aids, a humanidade terá de apelar para as armas mais poderosas que existem: a inteligência e o bom senso. Afinal, se o vírus pode evoluir, nós também.

O primeiro curado
O americano Timothy Ray Brown, 47, recebeu um transplante experimental de medula óssea - e, por conta disso, seu corpo se livrou do vírus HIV. Aqui, ele conta como foi o processo, e como vive hoje em dia.

O transplante, que você recebeu em 2009, era um procedimento arriscado, que poderia levar à morte. Por que você aceitou?
Quando os médicos começaram a tentar me convencer, eu disse não, porque o vírus HIV estava em remissão (sob controle). Mas eu tive leucemia, e tive de fazer o transplante por causa dela. Não fiz por causa da Aids; fiz por causa da leucemia.

E como você se sentiu quando descobriu que estava curado do HIV?
Eu não acreditei muito, até que o Dr. (Gero) Hütter publicou o caso no New England Journal of Medicine (em 2009). Aí eu pensei: ok, se outras pessoas acreditam que aconteceu, então eu vou acreditar. Se cientistas estavam acreditando, então era verdade. Me senti aliviado. Isso mudou a minha vida.

Você se sente curado?
Eu definitivamente me sinto curado. Meu corpo foi analisado da cabeça aos pés, fiz inúmeros exames de sangue, e não há sinal do HIV no meu corpo.

Como é a sua rotina médica?
Quando eu estava morando em São Francisco, ia ao médico pelo menos uma vez por mês. Mas, desde que me mudei para Las Vegas (onde administra uma fundação de luta contra a Aids), só vou ao médico se tiver necessidade. Mas eu continuo participando de estudos que possam ajudar mais pessoas a serem curadas.
O placar do jogo
Números da epidemia que mudou o mundo

- 26% da população na Suazilândia tem o vírus. É o país com maior incidência de contaminação.

- Em Bangladesh, menos de 0,1% da população está infectada. É a menor proporção.

- Mais de metade dos infectados são mulheres, mas o problema é muito pior no sul da África, onde mulheres representam 58% dos infectados.

- Até 2015, o orçamento estimado para combater a Aids no mundo inteiro é de US$ 24 bilhões anuais.

- Somente nos EUA, foram gastos US$ 344 bilhões no combate à Aids desde 1981.

- 30 milhões de pessoas já morreram de Aids

- Cerca de 15 milhões de pessoas têm acesso a tratamento com antirretrovirais.

- Nas Maldivas, menos de 100 pessoas possuem o vírus. É o país de menor incidência.

- Na África do Sul, 5,6 milhões de pessoas estão infectadas. É o líder mundial.

- 34 milhões estão infectadas no mundo